Ministro da Previdência diz que fila do INSS 'zerou' no Maranhão, mas espera por atendimento chega a 45 dias
Apesar da redução de pedidos pendentes nos últimos meses, ainda há pessoas que esperam vários meses por atendimentos gerais ou perícia médica.
Nos últimos anos, o governo federal realizou uma série de mutirões para tentar reduzir a fila de espera por serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Maranhão. As principais reclamações dos segurados estavam relacionadas à demora na análise de benefícios, especialmente aqueles que dependem de perícia médica, como a aposentadoria por incapacidade permanente e o auxílio por incapacidade temporária.
Na semana passada, tive a oportunidade de entrevistar o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que forneceu vários dados sobre a situação dos pedidos feitos à previdência, no Maranhão. Segundo ele, a situação melhorou desde 2023 e a mobilização do governo conseguiu fazer com que o número de pessoas esperando por atendimento ficasse abaixo da capacidade de atendimento do órgão.
“É como se você tivesse mais gente pra atender do que esperando pra ser atendido. É isso que nós fizemos com essa mobilização que nós fizemos, que foram cinco medidas. O Atestmed, os mutirões.. os novos peritos e os novos assistentes sociais”, afirmou.
Quase 10 mil ainda aguardam perícia
Na perspectiva apontada pelo ministro, a situação atual de mais atendimentos, em comparação ao número de pedidos, indica que a fila está ‘zerada’. É como se fosse um restaurante que não tem mais gente do lado de fora, já que todos estão sendo atendidos do lado de dentro.
No entanto, é preciso ressaltar alguns pontos. Apesar da redução apontada pelo ministro, o Maranhão ainda tem quase 10 mil pessoas aguardando por perícias médicas, segundo o próprio INSS. O tempo médio de espera por esse tipo de atendimento, que era de 198 dias em 2023, caiu para 17 dias no mês passado, mas ainda representa uma espera e é referente a uma ‘média’, ou seja, pode não representar todos os casos.
É exatamente o que acontece com alguns segurados que continuam esperando por meses pelo atendimento, no Maranhão. É o caso de Arnaldo Barbosa, que citei em uma reportagem no JM2. Ele já teve dois pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) negados e aguarda há mais de dois meses uma resposta sobre o terceiro pedido.
POR COLUNA Rafael Cardoso Imirante.com

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